Parnaíba - Delta do ParnaíbaO Delta do Parnaíba esta num recanto entre a costa do Piauí e o Maranhão, o rio Parnaíba encontra-se com o oceano e forma o único delta em mar aberto de toda a América.

Ao se aproximar do Atlântico, o Parnaíba abre-se em cinco braços e origina um conjunto de ecossistemas que somam cerca de 2700 quilômetros quadrados, compreendendo praias, dunas, igarapés e manguezais que circundam mais de oitenta ilhas.

Embora 65% da região do delta do Parnaíba pertença ao estado do Maranhão, a cidade de Parnaíba, a 354 quilômetros de Teresina e a 19 de Luís Correia, é a principal porta de entrada para quem deseja visitá-lo.

Cidade de ruas largas e arborizadas, Parnaíba foi um próspero entreposto comercial nos séculos XVIII e XIX graças à exportação de charque, e depois, no começo do século XX, da cera de carnaúba.

Dos tempos de prosperidade restaram um belo casario e o nostálgico porto das Barcas, onde antigas construções hoje abrigam lojinha, restaurante e pizzaria com mesinhas na calçada iluminada por lampiões à margem do rio Igaraçu, braço do Parnaíba.

As embarcações rumo às atrações e às cidades banhadas pelo delta saem, em sua maioria, do porto do Tatu, na ilha Grande de Santa Isabel, a 6 quilômetros de Parnaíba e a maior do delta.

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Ali, é possível embarcar em passeios organizados para grupos de 40 a 250 pessoas, ou mesmo alugar uma lancha. Alguns roteiros, inclusive, podem ser integrados aos passeios realizados nos Lençóis Maranhenses.

CESTAS E RENDAS

A carnaúba , que por décadas sustentou a economia das cidadezinhas do delta do Parnaíba, hoje é matéria-prima para a confecção de peças de artesanato.

Na ilha Grande de Santa Isabel, a palha da palmeira transforma-se em cestas, enfeites, jogos americanos e outros objetos utilitários na Associação de Trançados de Santa Isabel, onde trabalham 25 famílias (rua Evangelina Rosa, 548, Ilha Grande de Santa Isabel).

Na localidade de Morro da Mariana, na mesma ilha, um grupo de rendeiras produz roupas e acessórios, encaminhados principalmente para confecções sofisticadas no sul do país (rua Turiano Ribeira, 380, Centro).

PASSEIOS DE BARCO PELO DELTA DO PARNAÍBA

Dois tipos de passeio cruzam os manguezais do delta do Parnaíba. Um tem oito horas de duração e é realizado em barcos grandes, para grupos de até 250 pessoas.

O serviço inclui frutas , almoço e uma caranguejada. O barco pára na praia de Ponta das Canárias, cuja paisagem é recoberta de carnaúbas, e na ilha de Poldros, que tem dunas que avançam em direção ao mar e é destino de quem pratica kitesurfe.

A outra opção é seguir rio adentro em uma voadeira, barco simples com motor de lancha, para até quatro pessoas.

Do trajeto de quatro horas faz parte, além da ilha de Poldros, a baía do Feijão Bravo, com mar turvo e cercado de manguezais, e onde a maré baixa forma lagoas de água salgada.

Bom programa é hospedar-se na ilha das Canárias, ponto de partida para passeios e para a ilha do Caju. Nela há um vilarejo pequenino e simpático, que vive da pesca e da cata de caranguejos.

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CARANGUEJO-UÇÁ

Às quartas e sábados, uma cena se repete no porto dos Tatus, na ilha Grande de Santa Isabel: homens embarcam caixas e mais caixas repletas de caranguejos, destinadas aos bares e restaurantes de Fortaleza e do litoral do Ceará.

O uçá (Ucides cordatus), grande e azulado, vive enl manguezais de todo o litoral brasileiro; no delta, onde as áreas de mangue são muito extensas, a produção é elevada.

Os bares locais servem o crustáceo cozido em água temperada com cebola, pimentão, tomate e cheiro-verde, na tradicional corda de quatro unidades.

O trabalho para obtê-los é duro: catadores passam o dia entre as raízes dos manguezais, enfiando as mãos nas locas encravadas na lama. A atividade é suspensa entre os meses de dezembro e março, quando a espécie está se reproduzindo.

PROJETO PEIXE-BOI

Na comunidade de pescadores chamada Cajueiro da Praia, a 75 quilometros de Parnaíba, uma base de pesquisas do Projeto Peixe-boi possui uma torre de observação desses manúfe ros aquáticos, que costumam freqüentar as águas da região.

Partindo da praia de Itam, visitantes são conduzidos por guias do Ibama em canoas, até uma base 1400 metros mar adentro. O passeio só é feito sob agendamento. R. Grigalva Carneiro, 61, Centro.

PRAIAS

O Piauí tem apenas 66 quilômetros de litoral, bordejado de dunas, com mar de ondas calmas.

A 8 quilômetros de Cajueiro da Praia, Barra Grande tem mar de tombo e uma faixa de areia branca; por ela chega-se até a barra do rio Camurupim, onde há uma pequena vila de pescadores.

Do outro lado do estuário, as praias de Macapá e de Maramar proporcionam banhos de mar agradáveis e contam com estrutura de barracas que servem petiscos de frutos do mar. As praias de Carnaubinhas e Itaqui, a seguir, são semi-desertas, com mar de tombo.

Quem procura infra-estrutura de hospedagem e restaurantes deve se dirigir à praia dos Coqueiros.

Atalaia, a menos de 10 quilômetros da cidade de Luís Correia, também dispõe de barracas e hotéis; de seu extremo, avistam-se a faixa de vegetação selvagem e as dunas da ilha Grande de Santa Isabel, onde se situa a praia de Pedra do Sal, com quiosques, ideal para a prática de surfe.

DO DELTA DO PARNAÍBA AOS LENÇÓIS MARANHENSES

Do delta do Parnaíba é possível alcançar os Lençóis Maranhenses de duas maneiras: a partir de Parnaíba, rumo à cidade de Barreirinhas, porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, num percurso de três horas de estrada recomendável a carros com tração.

No caminho, vale uma parada para conhecer a vila de Paulino Neves, mais conhecida por Rio Novo, uma comunidade de pescadores em que as dunas se prolongam até as do parque.

A outra opção, mais cansativa, é a comumente usada pelos habitantes locais: pega-se um barco (chamado de “gaiola”) no porto das Barcas, em Parnaíba, e enfrenta-se o desconfortável trajeto de oito horas até a cidade de Tutóia, no Maranhão.

Recomenda-se levar uma rede, além de água, lanches e repelente. No centro de Tutóia, há saídas de carro para Rio Novo, Barreirinhas e Caburé, onde há opções de hospedagem para quem deseja conhecer os Lençóis Maranhenses.

DO DELTA DO PARNAÍBA AOS LENÇÓIS MARANHENSES

Do delta do Parnaíba é possível alcançar os Lençóis Maranhenses de duas maneiras: a partir de Parnaíba, rumo à cidade de Barreirinhas, porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, num percurso de três horas de estrada recomendável a carros com tração.

No caminho, vale uma parada para conhecer a vila de Paulino Neves, mais conhecida por Rio Novo, uma comunidade de pescadores em que as dunas se prolongam até as do parque.

A outra opção, mais cansativa, é a comumente usada pelos habitantes locais: pega-se um barco (chamado de “gaiola”) no porto das Barcas, em Parnaíba, e enfrenta-se o desconfortável trajeto de oito horas até a cidade de Tutóia, no Maranhão.

Recomenda-se levar uma rede, além de água, lanches e repelente. No centro de Tutóia, há saídas de carro para Rio Novo, Barreirinhas e Caburé, onde há opções de hospedagem para quem deseja conhecer os Lençóis Maranhenses.

ILHA DO CAJU

Em 1847, o inglês James Frederick Clark adentrou a região do delta do Parnaíba para explorar a carnaúba.

Não só se fixou na ilha de 100 quilometros quadrados, como proibiu a caça e o desmatamento. Por fim, criou um pequeno e surpreendente paraíso.

A ilha do Caju, a 50 quilômetros de Parnaíba, integra o município de Araioses, no Maranhão, e preserva seis ecossistemas: são 18 quilômetros de praias, quatro tipos de mangues, campos alagados, lagoas, além de dunas e matas.

Por lá, vivem raposas, tatus, jaguatiricas, além de bandos de guarás, ave de intensa cor vermelha, símbolo do delta.

Para conhecê-la, é obrigatório fazer reserva no Refúgio Ecológico Ilha do Caju, única pousada da ilha, que providencia o transporte de barco e dispõe de guias para passeios a pé, a cavalo ou de jipe. Recomenda-se o uso de galochas, roupas com manga comprida, protetor solar e repelente.

Guia de Turismo e Viagem do Delta do Parnaíba no Piauí

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